Graduado em Educação Física no Curso de Licenciatura pela UDESC, Heitor de Oliveira Sales (CREF 012469-G/SC) é atleta e técnico de atletismo. O paradesporto é a atual paixão, e vai leva-lo a Londres 2012 como atleta-guia nos Jogos Paralímpicos no mês de agosto. Confira um pouco da trajetória deste profissional:
Como é seu trabalho com o atletismo?
Eu comecei a treinar atletismo em 1998 e sempre me destaquei em nível estadual como atleta. Fui várias vezes campeão estadual nas diversas categorias. Quando engerssei no Curso de educação física em 2003 comecei a trabalhar nos projetos de extensão relacionados com atletismo na UDESC. Formei-me na UDESC em 2007 e desde então trabalho com treinamento de equipes de atletismo. Trabalho com o atletismo desde a iniciação até o alto rendimento e também o que se tornou minha paixão: o paradesporto. Atualmente eu concilio a carreira de atleta e de técnico de atletismo.
Há quanto tempo se dedica à área?
Com o Paradesporto eu trabalho desde 2006 quando ainda era acadêmico. Quando me formei em 2007 assumi a equipe de atletismo adaptado da APEDESC, uma associação sem fins lucrativos que visa o desenvolvimento das pessoas com deficiência em SC. Através deste trabalho comecei a ter contato com a Seleção Brasileira Paralímpica devido a alguns atletas que despontaram em nível nacional, destaque para Lucas Ferrari que é o atual recordista brasileiro nos 100m e 200m e que foi medalha de prata nestas duas provas nos Jogos ParaPanamericanos do México ano passado.
Você vai para Londres como guia de atleta Paralímpico. Como é esse trabalho? Há quanto tempo vem treinando com o atleta?
O atleta-guia é os olhos do Atleta cego, sendo assim a responsabilidade é grande. Além de manter o atleta na sua respectiva raia, tem que informar quando vai entrar ou sair das curvas no caso das provas de 200m e 400m e também estimular o atleta. Como ambos correm unidos por uma cordinha amarrada nas mãos, a coordenação de passadas e dos braços é muito importante para que o guia não trave a corrida do atleta. O condicionamento físico do atleta-guia deve ser melhor do que o do Atleta, pois tem que aguentar os trancos da corrida do atleta, prestar atenção por ele e pelo atleta e ainda estimular o atleta. Um fato interessante aqui nesta história é que eu não treino com o atleta que irei guiar. O que aconteceu foi o seguinte: eu já estava envolvido com a seleção Paralímpica, porque recentemente fui convocado como técnico da Seleção Paralímpica de Jovens, que é uma Seleção que está sendo montada visando a Paralimpiada do Rio 2016, então aconteceu que o guia do Daniel Mendes da Silva, que é o atleta que irei guiar, teve uma lesão grave, a solução que acharam foi me convocar para guiar o Daniel tendo em vista que sou atleta velocista que estou na ativa e já estava envolvido com o movimento Paralímpico. Agora que fui convocado o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), vai me levar para treinar com o Daniel de vez em quando. Por exemplo, domingo agora viajo pra São Paulo passar uma semana lá treinando com o Daniel juntamente com o restante dos convocados para Londres. E 3 semanas antes da viagem para Londres, ficarei direto em São Paulo treinando com o Daniel. Meu primeiro contato com o Daniel foi neste último final de semana em São Paulo na primeira etapa do Circuito Brasileiro Caixa Paralímpico, onde guiei o Daniel na prova dos 400m. O entrosamento foi muito bom e já fizemos uma ótima marca logo na primeira vez. Com os treinamentos agendados pelo CPB este entrosamento irá melhorar ainda mais, o que coloca o Daniel em condições de brigar pela medalha de ouro na Paralimpíada.
Quais os planos pós Paralimpíada?
Após a Paralimpíada, da qual espero voltar com uma medalha como guia, quero compartilhar com profissionais e acadêmicos e também com outros atletas a experiência olímpica, dar palestras a respeito do esporte paralímpico como já tenho feito, mas creio que poderei falar com mais propriedade após voltar da Paralimpíada. Com a possível visibilidade que uma participação destas pode dar, quero também batalhar por mais investimentos no atletismo paralímpico e estimular mais profissionais a se dedicarem a esta área.
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